O futuro está nas divisões de base

Trago para os leitores do BlogdeBase um artigo de Marcondes Brito, Diretor executivo da Rede da TV Bandeirantes, publicado em seu Blog Futebol etcetera no dia 12 de Janeiro. Postarei a íntegra pela clareza e oportunidade da mensagem, mas peço que em respeito ao autor, visitem seu Blog.

O São Paulo, que já reconhecido como o clube mais organizado e estruturado do País, vive hoje uma nova realidade. Repare bem as suas duas únicas contratações anunciadas até agora para a temporada 2011: o lateral Juan e o jovem atacante William, do Grêmio Prudente.
Juan foi revelado nas escolinhas do próprio São Paulo, mas só teve reconhecimento no Flamengo. William é um jovem talento do Prudente que já foi notícia aqui no blog, em maio do ano passado. Foi numa conversa que tive com Toninho Cecílio, na época treinador do Prudente. “Anotem esse nome: William tem 18 anos e é craque”, disse-me.
Os clubes brasileiros – talvez com a honrosa exceção do Santos – invariavelmente não sabem aproveitar os jogadores que produzem nas divisões de base. Ao contrário da Espanha, campeã do mundo. O técnico Vicente del Bosque, numa entrevista publicada nesta quarta-feira no Estadão, revelou o segredo: “Nossa receita são as escolinhas”, disse.
A Espanha, claro, não está reinventando a roda. A maioria das histórias de sucesso das grandes equipes tem esse mesmo enredo. Ficou famoso um antigo slogan que dizia “craque o Flamengo faz em casa”. Coincide com a época em que o rubro-negro foi campeão do mundo.
Pois bem, agora que está acontecendo a Taça São Paulo de Juniores; e agora que vai começar o Sul-Americano Sub-20, é bom prestar atenção nesses garotos. Alguns, como Neymar e Lucas, já são uma realidade. Outros precisam precisam de acompanhamento profissional para não se perderem no caminho.

A formação é um processo longo que no futebol de campo normalmente começa no Sub11 e segue até data indefinida. Cabe a cada clube perceber quando a maturidade futebolística foi alcançada.

Com as regras da Lei Pelé, o atleta ao completar 18 anos está às voltas de assinar o segundo contrato e na disputa com seu clube formador por fatias cada vez maiores sobre seus direitos econômicos.

Talvez por comodidade ou pelo desgaste da negociação, o clube passe a considerar que o atleta a partir daí é problema do representante, dos responsáveis ou do empresário do atleta.

Na verdade, aqueles são os maiores beneficiados, mas o maior interessado na formação do atleta deve permanecer sendo o clube.

Assim termino a reflexão com a última frase do texto destacado:

Alguns, como Neymar e Lucas, já são uma realidade. Outros precisam precisam de acompanhamento profissional para não se perderem no caminho.

 

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Uma resposta para “O futuro está nas divisões de base

  1. As categorias de base deveriam ser prioridade em qualquer clube, porém o que vemos na maioria dos clubes mostra que nem sempre esse é o caminho seguido pelos dirigentes.