Rodrigo Caetano comenta sobre administração de Contratos

Rodrigo Caetano falando à Rádio Globo sobre a Lei Pelé e divisões de base com transcrição do Netvasco.

Eu penso e concordo que a lei tem que ser melhorada e aperfeiçoada na questão da formação. A questão de termos que fazer o contrato com um menino de 16 anos, sob pena de perdermos ele para qualquer outro clube, nos dá a garantia somente de três anos.

Imagine você se aos 18 não houver uma renovação por um prazo maior, de até cinco anos. Você, aos 19 anos, em tese, no auge da formação dele, está perdendo o vínculo com esse atleta. Ou seja, todo o investimento cai por terra. Isso tem que ser revisto já para ontem.

Em relação aos contratos hoje, se vocês forem observar, é uma tendência de mercado. Alguns clubes despertaram antes, outros depois. A gestão do contrato, talvez dentre todos nós hoje que trabalhamos no futebol, seja o nosso maior desafio. Muitas vezes, se diz a contratação, a busca de um reforço, mas muitas das vezes é você fazer a gestão correta dos seus contratos.

A tendência é que cada vez mais os clubes modifiquem menos os seus elencos, porque normalmente os contratos daqueles jogadores contratados ou daqueles jogadores que são convicção, sejam de um prazo maior, mais longo. Aqueles que você tem no seu elenco e que acabam se afirmando, você acaba também estendendo o vínculo.

Eu uso muito como um exemplo, principalmente do ano passado para esse ano, o caso do Dedé, que chegou para nós do Volta Redonda, até certo ponto desconhecido, emprestado. Nós acabamos adquirindo ele e fazendo um contrato de cinco anos. Um jogador que não tinha um valor negocial, digamos quase zero, e que hoje já tem o seu preço no mercado.

Tem várias formas de você atuar no mercado. Uma delas é justamente fazer essas apostas e ter os seus jogadores protegidos, porque o direito de ir e vir, no meu modo de ver, isso não volta mais atrás. Esse é um direito do atleta, assim como de qualquer outro trabalhador.

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