Para Caetano melhorar a estrutura física é fundamental

Neste último Sábado o Diretor-Executivo do Futebol do Vasco da Gama concedeu entrevista exclusiva ao colunista Vitor Roma, publicada na íntegra no SuperVasco.

Rodrigo caetano e Técnico Gaúcho Campeão de juniores 2010

No BlogdeBase vamos procurar onde se encontra a tal ‘Nova Base’ do Vasco. Nenhum texto será modificado, apenas parágrafos para um melhor entendimento.

Vitor Roma: Falando agora do futebol para 2011. Como está previsto o aproveitamento de valores desta nova base do Vasco, tão promissora, entre os profissionais a partir de 2011?

Rodrigo Caetano: Vale registrar que o Vasco sempre teve uma tradição muito grande em revelar jogadores. Suas equipes mais vencedoras em sua história sempre tiveram jogadores da base.

Nós sabemos que as dificuldades que atingiram a base do Vasco nos anos recentes não foram necessariamente de metodologia de trabalho, mas sim de estrutura física. É uma realidade nossa. Caminhamos de forma mais lenta nisso do que os demais clubes do Brasil, isso é indiscutível.

Mas já conseguimos evoluir em pouco tempo, não somente em títulos na base mas sobretudo em formação. Hoje nós temos dos 33 jogadores do elenco, uns 15 formados aqui. No time titular nós temos tido sempre de dois a três, o que já é um bom percentual. Isso hoje é filosofia do clube.

Nós pretendemos atingir a marca de ter 50% do elenco formado no Vasco, e aí você gera a oportunidade não só de ter um atleta identificado com o clube, mas também um potencial gerador de receitas para o clube.

Vitor Roma: O que existe de realidade em tudo que ouvimos sobre os CTs, para a base e para o profissional?

Rodrigo Caetano: Existe a busca de dois terrenos, um para a base e outro para o profissional, busca esta liderada pelo nosso Presidente Roberto Dinamite e pelo nosso VP de patrimônio Frederico Lopes, e esta busca é uma busca de médio prazo.

Tendo o terreno o resto anda. Nestas viagens que eu faço pelo Brasil inteiro muitos torcedores me procuram para falar não de uma contratação, mas do CT.

Você me disse que recebe muitos emails de leitores seus dizendo que trocam um título por um CT. Isso tem a ver com a autoestima de ter um Centro de Treinamento, coisa que os maiores clubes do Brasil tem e por isso o Vasco não pode ficar de fora.

Até lá, estamos buscando um paliativo para os nossos treinamentos no ano que vem e vamos conseguir, deixando São Januário – que passará agora por reformas de vestiário, salas de musculação e sala de imprensa – apenas para os jogos.

Vitor Roma: E agora olhando para a frente, quais as suas metas para este próximo biênio?

Rodrigo Caetano: Eu tenho usado sempre a palavra consistência. Melhorar a estrutura física é meta principal, com a melhoria das condições de trabalho para o profissional e principalmente para a base. Com um lugar melhor para os garotos morarem, treinarem e se desenvolverem.

Esta tem que ser a principal meta porque o resto vem como consequência.

E a entrevista segue, novamente lembro que a íntegra se encontra no SuperVasco.

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Mais de 30% dos atletas da base do Santos são oriundos de suas escolas de futebol

Uma matéria do jornalista Raphael Zarko para o Marca.BR sobre as escolinhas de Futebol do Santos traz dados relevantes como: Desde 2002 que o clube da Baixada Santista iniciou um programa pioneiro nos moldes dos grandes times europeus: abrir franquias de escolinhas de futebol com a marca do Peixe da Vila Famosa e, que esta iniciativa hoje representa 14% da receita anual do Santos.

Somente ontem no segundo dia da Soccerex, congresso mundial de negócios de futebol, foram quase 20 interessados em abrir uma escolinha de futebol “Meninos da Vila”. Além da divulgação do nome do Santos pelo Brasil e mundo afora, a atividade gera receitas em franca expansão para os cofres santistas.

Segundo o diretor das escolas de futebol do Santos, Nicolino Bozzela, ao todo são 10.000 alunos nas 42 unidades pelo País. Para abrir uma escola com a marca Santos Futebol Clube o interessado deve desembolsar R$ 25 mil. Fora do Brasil — há unidades no Japão, nos EUA, no Canadá e no Egito — o valor é mais caro: US$ 35 mil.

Mais de 30% dos atletas da base do Santos são oriundos das escolas de futebol de todo Brasil. Tem até dois japoneses que estão em período de treinos conosco. Sem dúvida, é um grande potencial de receita, ainda mais se considerar o ativo futuro, no caso de revelar um talento – diz o dirigente.

Em valores de royalties, a atual gestão do Santos conseguiu aumentar quanto recebe: passou de R$ 12 mil para R$ 45 mil por mês, somente com as franquias, sem contar com vendas de uniformes — requisito obrigatório para cada escola.

Para evitar a “evasão de talentos”, o Santos adotou uma medida simples e eficaz:

Criamos um projeto de incentivo aos franqueados. Uma vez que o garoto venha ser aprovado pela base do Santos, a escolinha passa a isenta de royalties por um período combinado – explica Bozzela, que recebeu propostas de novas franquias da Inglaterra, Rússia e Tchecoslováquia. Todos na Soccerex.

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