A base do Santos está na moda

Estar na moda é bom pro Santos? Talvez, vide aos inúmeros problemas que vem enfrantando para manter seus super famosos atletas sub-16, mas nessa última década é inegável os bons frutos que o clube colheu financeiramente e esportivamente com os atletas formados na Vila Belmiro.

Quando o dirigente Paulo de Carvalho, diretor da base do time do litoral paulista, foi entrevistado pelo Terra sobre qual o diferencial do clube na formação de atletas vocês acham que ele citou o CT?

Engana-se! Paulo Carvalho ressaltou a estrutura fornecida pelo Santos como um diferencial na formação dos atletas, mas com ênfase no pessoal empregado e nos serviços fornecidos aos atletas.

– Hoje, a estrutura, desde que nós assumimos, aumentou bastante. Temos um fisiologista, algo que não tínhamos antes e que faz o desenvolvimento muscular e físico do atleta, para adaptar o jogador até para quando ele ingressar no profissional. – disse

Também temos um profissional que complementa o trabalho desse fisiologista, além de um coordenador que faz avaliações clínicas. Ainda temos um assistente social para dar um respaldo fora de campo para esses atletas se desenvolverem fora da base, e para completar o nosso departamento médico é muito bom. Hoje são três médicos, antigamente eram dois. Fisiologistas, agora também são três, e antes era só um. Tudo isso para atender essa grande demanda de talentos – concluiu.

Esse tipo de declaração é um alento quando observamos entre os vascaínos um verdadeira fixação com o investimento físico e uma negligência com os profissionais que atendem direta e indiretamente aos atletas. Estes além de conviver com a constante ameaça de corte de pessoal, ainda sofrem com os atrasos salariais recorrentes.

Cenário improvável para o desempenho regular de suas funções, imaginem algum evolução profissional com a participação em cursos de capacitação ou congressos técnicos.

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