Trabalho do Departamento de Captação se reflete no Sub23 do Vasco

Matéria dos repórteres Alexandre Araújo e Bruno Marinho para o Jornal Lance! referi-se à nova filosofia de trabalho do clube nas categorias de base do Vasco como fator determinante para que após o título do OPG 2009 e o Estadual Júnior deste ano, ser o clube como o único carioca classificado para as Semifinais da Copa Sub23.

Em contato com o Coordenador do Departamento de Avaliação e Captação do Vasco, Juarez Fischer, é informado que nada menos que 35 atletas foram contratos em 2010 para as diversas categorias da base vascaína e que pelo Sub23, do grupo que pode enfrentar o Internacional, quarta-feira, pela semifinal, e que tem atuado exclusivamente na competição, apenas o lateral-direito Ari tem mais de um ano de São Januário.

Ainda segundo a repotagem o grande diferencial na nova filosofia de trabalho é que, aos poucos, o romantismo do menino crescido na Colina, como foi com Felipe e Pedrinho, Alex Teixeira e Philippe Coutinho, vem sendo substituído pelo profissionalismo dos que são contratados com o pensamento de, no Vasco, encontrarem o caminho mais rápido e seguro para chegar ao time principal.

– Nosso objetivo é ter o jogador em condição de chegar ao profissional. Conhecemos o mercado, abrimos uma gama de pessoas, são vários parceiros, empresários, clubes, centro de treinamento. Contratamos para as posições carentes – disse Juarez Fischer

– A procura é muito grande.Recebemos muito material do Nordeste, do Sul. Analisamos caso a caso e então enviamos um representante para observar o jogador pessoalmente.- complementa o coordenador.

A contratação de jogadores diretamente para o Júnior tem seus prós e contras: Os gastos com eles é menor e a tendência, por ser mais velho, é de que ele atinja a maturidade rapidamente. Por outro lado, ao vender tal jogador, o Vasco lucrará menos. Quanto mais cedo o jovem for do clube, maior tende a ser a parcela do Vasco nos seus direitos.

Willen hoje com 18 anos, no Vasco desde o pré-mirim afirmou sentir diferença no tratamento entre os que estão no clube desde pequenos e os que estão chegando agora.

Particularmente, acho que a chegada desses jogadores atrapalha um pouco, sim. Eles chegam agora e já vão atropelando o pessoal que está no clube há mais tempo, desde pequeno.

– Quando converso com outros jogadores que estão no Vasco desde criança, vejo que eles também se sentem incomodados.

– Esses jogadores que chegaram há pouco tempo fazem algumas apresentações boas e já ganham uma chance no profissional. Para os jogadores que estão há mais tempo e não estão jogando nem no Brasileiro Sub-23, é ruim.

Por seu lado, Lipe, hoje com 20 anos e que já chegou ao Vasco ano passado, identifica nos atletas que agora estão chegando ao clube uma maior determinação para aproveitar a oportnidade.

– Acho que existe uma certa acomodação dos jogadores que estão no clube há mais tempo.

– Por eles conhecerem mais o Vasco, acham que as coisas serão mais fáceis. Mas, para quem vem de fora, não é a mesma coisa.

– Chegamos com gana, com muita vontade e damos o máximo para permanecer no clube. Para quem já passou por inúmeros clubes e não teve oportunidade ou teve de sair por algum problema, chegar ao Vasco é um ótimo motivo para mostrar serviço.

– Vamos dar o máximo para conquistarmos mais títulos.

Como complementação desta matéria, confiram entrevista anteriormente publicada no SempreVasco com Juarez Fischer.

 

 

 

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8 Respostas para “Trabalho do Departamento de Captação se reflete no Sub23 do Vasco

  1. Caraca, ao meu ver, foi uma reportagem que só visou tumultuar o ambiente, coisa que essa imprensa maldita sabe fazer de melhor contra nosso amado clube.
    Acredito que as pessoas que estão na direção da base não tem a intenção de prejudicar, porém tem que ter em mente que todos, com mais de anos ou menos de anos tem que ter as mesmas oportunidades. O Vasco sempre foi uma família, diferente dos outros clubes.

    Outra coisa, não existe acomodação nenhuma. O Lipe, um excelente goleador, com certeza não quis dizer isso, porém essa imprensa …

    Vasco sempre. Rumo ao título do sub-23.

    • Pois é, o foda foi que a reportagem teve um foco muito maior em contrastar os jogadores como se fosse algo ruim, e não que o Vasco está conseguindo tanto formar jogadores desde cedo e também buscar bons valores em outros clubes. Mas enfim, Flapress jogando contra não é novidade nenhuma.

  2. Realmente os meninos não tem culpa, mais com essa entrevista ao Jornal Lance, ficou parecendo que o Atacante Willen, cria da casa, se acomoudou, o que não é verdade, pois ele só precisa jogar para praticar e mostrar o quanto é bom, pois mesmo sendo velho de casa e se encontrando com um novo, ele é um profissional dedicado, responsável e jogador, que só precisa de chance. VOCÊ CONCORDA COMIGO CANIZIO?

    • Na verdade, ficou parecendo que todos os que tem muito tempo de Vasco se acomodam, e não só o Willen, mas acredito que essa não era a intenção do Lipe.

      No Estadual Jr. ele fez 10 gols em 11 jogos e mostrou sem subjetividade que é um jogador importante. Agora, o que eu ACHO, não vale nada.

      Daí, não importa se ele tem 10 anos de casa ou se só está chegando agora, ele merecia mais espaço do que vem sendo dado. Eu não sei porque, mas é o que eu sinto olhando de fora.

  3. Publiquei a entrevista dos jogadores por obrigação de informar porque na minha opinião ela não ajuda em nada o ambiente entre os atletas.

    Os meninos não tem culpa.

    • Canizio, também acho que os jornalistas exploraram ambos, o problema foi quem permitiu ao Willen dar uma entrevista dessas. A do Lipe foi ruim, falando que os jogadores mais antigos se acomodam, mas a do Willen foi péssima.

      Bem ou mal, a comissão técnica já conhece quem está no clube e tem uma necessidade maior de conhecer quem está chegando. Muitos desses jogadores que chegam tem contratos curtos e precisam realmente ser avaliados o quanto antes.

      Além disso, se um jogador chega e é bom, ele tem mais é que ser titular mesmo, não vejo motivo para dar preferência a quem já estava antes, todos depois de avaliados, precisam ter o mesmo tratamento focando, como você até falou em um post recente, tanto a formação quanto a revelação desses atletas.

      Apesar de tudo, acredito que os jornalistas tenham dado uma certa distorcida no que ambos falaram e torço para que isso não afete o relacionamento entre eles. De repente falta uma postura mais próxima da diretoria e comissão técnica com os jogadores demonstrando o interesse do clube nos jogadores, e que ninguém se sinta abadonado (apesar de não achar que seja esse o sentimento da garotada).

      • A revelação complementa a formação.

        Eu defendo como política para o Vasco o investimento na formação.

        E pela entrevista com o Fischer, fiquei contente que o Vasco está buscando formas de contratar melhor.

        Se vamos contratar mais ou menos, isso vai depender da nossa capacidade de formar, de qualquer forma, com o Departamento de Avaliação e Captação estruturado, nossas chances de contratar melhor aumentam muito.