Bismarck, hoje empresário, não vê qualidade no Brasileiro Sub-20

bismark

Alexandre Pato começou a ganhar fama ao se destacar na campanha que deu ao Internacional o título do primeiro Campeonato Brasileiro sub-20. Mas, na segunda edição do torneio, encontrar um novo candidato a craque não é tarefa tão simples. Pelo menos, é o que garantem empresários, olheiros e representantes de clubes do exterior que acompanham a competição no Rio Grande do Sul.

Apesar da presença de clubes tradicionais na revelação de jovens talentos, os observadores admitem que o nível técnico do torneio não levará nenhum jogador a grandes clubes da Europa e apostam apenas em possíveis negociações com equipes da “Série B” do velho continente.

Os clubes de ponta não vão encontrar muita coisa aqui. Os superjogadores já estão nas equipes principais e, mesmo assim, são negociados rapidamente, como é o caso do Pato e do Anderson (do Manchester United-ING) – afirma um representante de um clubes inglês que trabalha há alguns anos no Brasil, mas não quis se identificar.

Ex-atacante do Vasco e da seleção brasileira na Copa de 1990 e agora empresário, Bismarck acredita que até mercados emergentes, como Ucrânia e Rússia, não encontrarão boas opções de reforços no Brasileirão sub-20. Mesmo assim, ainda considera a disputa mais vantajosa para observações do que a Copa São Paulo, que será disputada em janeiro.

São jogadores para equipes medianas, como as de Portugal, por exemplo. O lado bom é que temos clubes que investem bastante na base. O nível da Copa São Paulo é ainda pior porque são muitos times e a qualidade só vai melhorar na fase final – explica.

Escondidos entre torcedores nas arquibancadas, os agentes contam até com a colaboração dos clubes para identificar talentos. Um membro de cada delegação entrega a eles uma relação com nome, idade e número da camisa dos atletas antes das partidas. Nos últimos dias, empresários holandeses, ingleses e espanhóis estiveram acompahando os duelos das quartas e semifinais.

A concorrência, aliás, faz os gastos dos agentes aumentarem, sobretudo na assistência de jogadores que ainda estão nas categorias de base e enfrentam problemas familiares.

O mercado dá várias alternativas de encontrar talentos. O problema é o que você gasta para manter observadores, ajudar a família do jogador, pagar aluguel, comprar chuteira e muitas outras coisas. Você investe em 50 atletas, mas vai ter retorno com apenas um – diz Bismarck.

Anúncios

Os comentários estão desativados.